Então, é meu primeiro post aqui. Não sei bem o que escrever. Na verdade não sei para quem vou escrever.
Isso aqui está se parecendo com sessão de análise. Eu sempre pensei que não precisasse de análise. No fundo, eu acho que todos precisamos..
Aqui no meu quarto não tem muita coisa legal: Atrás de mim fica um guarda roupa (meio manco), ao meu lado tem uma cama (com edredom do Big Brother Brasil, na época que comprei eu gostava :\ ), a minha imensa cortina verde (de um verde quase fluor), no canto fica meu cabideiro com algumas bolsas (sou mais uma do universo feminino apaixonada por bolsas) refletido pelo meu espelho (que não tem nada de diferente, mas é o meu espelho, e isso o torna diferente) e aqui em minha frente meu computador.. A minha WebCam não funciona e ultimamente o computador também não está dos melhores, mas tem me feito muita companhia!
Não sei por que estou falando de mim e do universo que me rodeia. Parece que estou tão inserida nele que não consigo visualizar outras coisas. Na verdade tudo parece um caos aqui dentro, nada está no lugar. Acho que nada mesmo! Imagino que seja o reflexo do próprio dono, assim como os animais são e as crianças também. Chego a me lembrar das palavras de Carlos Drummond de Andrade. Vou transcrever aqui e espero ser, hoje, compreendida.
Prometo voltar amanhã com um pouco mais entusiasmo e novidades a todos.
Beijocas de caramelo!!
O HOMEM, AS VIAGENS
O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua
Lua humanizada: tão igual à Terra
o homem chateia-se na Lua
Vamos para Marte, ordena à suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
humaniza Marte com engenho e arte
Marte humanizado, que lugar quadrado
vamos a outra parte?
Claro diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos à Vênus
o homem põe o pé em Vênus,
Vê o visto, é isto?
Idem
Idem
Idem
O homem funde a cuca se não for à Júpiter
proclamar justiça com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório
Outros planetas restam para outras colônias.
o espaço todo vira Terra-a-terra.
o homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para te ver?
Não vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol
põe o pé e:
Mas que chato é o Sol, falso touro espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a colonizar.
ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si mesmo a si mesmo:
por o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
(Carlos Drummond de Andrade)
Que maravilha você por aqui. Amei seu primeiro post. Introspectivo o bastante para se tornar um texto descritivo, autentico e apaixonante.... amei tudo! Espero que na próxima volte radiando felicidade.
ResponderExcluirSou sua fã, amiga. bjossssssss
Wan, obrigada pelas palavras de apoio e carinho.
ResponderExcluirAgora acredito que esteja bom, afinal um elogio vindo de você significa muito!
Bjo bjo